Sindicombustiveis-al

Prezado Sr. Ricardo Mota,

Ilustre jornalista, sinto-me na obrigação, como presidente do Sindicombustíveis Alagoas, de esclarecer alguns fatos que foram citados por vossa pessoa sobre o recente aumento das alíquotas do PIS/COFINS e repasse efetuado pelos proprietários dos postos de combustíveis.

Nós revendedores também fomos surpreendidos com o altíssimo percentual de aumento anunciado na última quinta-feira (20) pelo Governo Federal, acrescendo em torno de 41 centavos a mais ao valor do produto, conforme amplamente divulgado pelos maiores meios de comunicação de todo o país. Nosso setor já sofre com a altíssima carga tributária praticada sobre os preços dos combustíveis. O aumento do PIS/COFINS praticamente dobrou o valor sobre a gasolina e teve um inevitável grande e imediato reflexo nos preços.

O reajuste do valor dos combustíveis, após o anúncio do “governo temerário”, não ficou limitado à esfera local, atingiu, porém, todo território nacional, de maneira imediata. Fato vastamente veiculado nos meios de comunicação de todo o país.

O que se viu nas placas de preços dos postos de combustíveis, nada mais é do que o reflexo do aumento imediato das distribuidoras. Distribuidoras estas que já estão comunicando aos postos de combustíveis que nas notas fiscais emitidas no início da manhã de ontem (21) com os valores antigos, será cobrada a diferença.

Ao contrário do que foi dito, já estamos pagando pelo produto comprado nas distribuidoras com o recente aumento do imposto acrescido ao valor final. O repasse para os postos foi imediato. Os novos valores do PIS/COFINS já estão em vigor e foram prontamente repassados pelas distribuidoras para os postos que precisam renovar seus estoques quase que diariamente.

O Sindicombustíveis Alagoas vê com grande preocupação a elevação de imposto e por quanto tempo perdurará essa sobretaxação, uma vez que os empresários do setor já estão sendo demasiadamente penalizados com a crise econômica.

O alto valor de reajuste do PIS/COFINS prejudica toda a população e também nós empresários, que temos como consequência, a drástica redução nas vendas de combustíveis. Estamos todos pagando uma conta que não é nossa.

Sobre o papel de nossa entidade, não cabe a nós separar o joio do trigo. O Sindicombustíveis Alagoas não possui papel fiscalizatório, tampouco responsabilidade sobre os preços praticados pelos postos de combustíveis. Como bem dito, somos regidos pela soberania da livre concorrência. Ou seja, os preços são livres em toda a cadeia (produção, distribuição e revenda), cabendo aos agentes determinarem seus preços com base em suas estruturas de custo. Não cabe ao Sindicombustíveis Alagoas interferir nos preços praticados pelo mercado.

Quanto ao fato isolado citado sobre o destrato ao cliente durante atendimento em um determinado posto de combustíveis, o Sindicombustíveis Alagoas rechaça completamente qualquer tipo de desrespeito que seja praticado, seja contra o consumidor ou contra os órgãos fiscalizadores, aos quais apoiamos amplamente o trabalho realizado. A atitude do funcionário citado, tenha certeza, não é perfil da ampla maioria dos revendedores de combustíveis do nosso Estado.

Por fim, ressalto que não somos oportunistas, caro comunicador. Não aceitamos e jamais aceitaremos sermos taxados de tal maneira. Somos empresários, fazemos parte de uma classe séria, pagamos nossos impostos, geramos milhares de empregos, somos amplamente fiscalizados pelos mais diversos órgãos, possuímos inúmeras obrigações legais e orientamos todos os nossos associados a agirem de acordo com a legalidade e retidão. Esse é o nosso papel, lutar cada dia por um mercado mais leal e justo!

Coloco-me, junto com o Sindicombustíveis Alagoas, à disposição para quaisquer esclarecimentos que sejam necessários.

Atenciosamente,

James Thorp Neto
Presidente Sindicombustíveis Alagoas

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